Essa é a primeira parte de uma série que estará sendo postada neste blog de vez em quando, quando eu estiver podendo estar escrevendo para você poder estar lendo. Ela vai estar procurando estar desmistificando o modo como as coisas do dia a dia funcionam, o que é importante visto que o publico leigo é ignorante e não tem discernimento o suficiente para poder estar entendendo o funcionamento dos mais variados objetos do dia a dia, tais como: o rádio, o celular, a televisão, o telefone, et cetera.
Rádio
Rádio, do grego radium, é uma abreviação da palavra radioatividade ,inventada por Madame Curie, que por sua vez denota uma reação nuclear, que ocorre no interior do núcleo da terra liberando partículas ionizantes alfa, beta e gama. É esta radiação atomica nuclear que está presente nos fornos de micro ondas (que utiliza radiação gama proveniente do decaimento nuclear exponencial do elemento rádio presente dentro do magnetron, responsável pelo aquecimento do alimento) e nos celulares (uma pequena quantidade de material radioativo está presente dentro de um envólucro na bateria, com uma janela de irídio que é aberta ao detectar ondas sonoras o que permite que a radiação gama esteja vazando para posteriormente estar sendo redirecionada por lentes instaladas nas torres de recepção de celulares). Porém, o funcionamento do nosso conhecido radinho de pilha não tem nada a ver com a radioatividade.
O que ocorre é o seguinte: para ser transmitido o som, não haja a existencia de vácuo. Em outras palavras, é necessário que o som se propague através do ar. Há portanto, poderosíssimos alto-falantes instalados no alto das torres de rádio de modo que a música seja tocada em um volume absurdo de milhares de decibéis, o que seria fatal para qualquer pessoa que por qualquer motivo se localizasse nos seus arredores. Isto é necessário pois conforme a distancia aumenta a intensidade sonora diminui e muitas vezes a distancia entre a antena transmissora e o domicílio é da ordem de milhões de quilometros. O som percorre toda essa distancia perdendo intensidade a cada metro e quando finalmente chega ao ouvinte já é praticamente inaudível.
O que o rádio faz, portanto, é captar estas ondas sonoras com um microfone microscópico localizado na base da antena e amplificar estes sinais sonoros de modo que voce possa estar ouvindo. É um aparelho bastante rudimentar e de simples funcionamento.
O porque do rádio se chamar rádio tem uma história curiosa. Nikolai Tesla, enquanto inventava a telegrafia sem fio (que mais tarde veio dar origem à internet) através do método de tentativa e erro (conectando resistores, transistores, capacitores e nuvistores aleatoriamente em um pedaço de papelão) sem querer criou uma engenhoca que não fazia nada além de emitir um som horroroso. Tesla logo ficou espantado e deduziu que se tratava de um dispositivo capaz de transformar a radioatividade emitida pelas reações que ocorrem no núcleo terrestre (reações nucleares que emitem particulas alfa, beta e gama como já vimos no parágrafo anterior) em som ( o que é uma grande besteira, visto que este tipo de conversão é impossível. A tendencia de uma forma de energia é permanecer nesta forma até que uma quantidade oposta do mesmo tipo de energia a cancele.). O que a invenção estava fazendo na verdade era amplificar os ruídos emitidos por uma escola a milhares de quilometros de distancia. James Clerck Maxwell logo percebeu o erro de Tesla e resolveu fazer um experimento, com um gigantesco auto-falante movido a vapor. A experiencia deu certo: estava criado o radinho de pilha, que até hoje persiste em todos os lugares: nas praças, nos lares, nos hospitais e até mesmo nas prisões.
É isso aí moçada, espero que tenham aprendido bastante na aula de hoje. Um abraço apertado do professor Paulo Preá!
